Passaporte para a História

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Este blog destina-se as pessoas que querem aprofundar os seus conhecimentos em História e desejam recursos midiáticos para tal finalidade.

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Um abraço fraterno !

André Luiz.

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Notícias da História.

Especialistas na história da escravidão juntos
João José Reis, Marcus J. M. de Carvalho e Flávio dos Santos Gomes se juntaram para compor 'O alufá Rufino' sobre um africano que teve uma trajetória de vida sui generis
RHBN

Três dos maiores especialistas na história da escravidão – João José Reis, Marcus J. M. de Carvalho e Flávio dos Santos Gomes – se juntaram para compor "O alufá Rufino" sobre um africano que teve uma trajetória de vida sui generis. Rufino José Maria, nascido Abuncare no antigo reino de Oyó, foi escravizado na adolescência por grupos rivais e levado para Salvador, já adulto ele consegue chegar ao posto de alufá, guia espiritual dos muçulmanos no Recife.

Leia um trecho do livro aqui.

O livro, que terá lançamento nesta sexta-feira (3) em Salvador, leva o foco para os três autores, que já passaram pela RHBN.

Reis, por exemplo, é membro do conselho editorial da “Revista de História da Biblioteca Nacional” e professor titular do departamento de História da Universidade Federal da Bahia. Nascido em 1952, em Salvador, tem um doutorado em Historia pela Universidade de Minnesota. Já recebeu um prêmio Jabuti (de melhor ensaio) pelo livro “A morte é uma festa”. Na RHBN, publicou em agosto de 2008 um artigo sobre um motim em Salvador em 1858 por conta do aumento do aumento do preço dos alimentos. Também escreveu sobre como os quilombolas assombravam o dia-a-dia de senhores e funcionários da colônia. E de como a trajetória dos líderes e devotos do candomblé do século XIX revela que a história das religiões afro-brasileiras é, sobretudo, a de crescente mistura étnica e social.

Gomes também é professor da UFBA. Seu livro “A hidra e o pântano: mocambos, quilombos e comunidades de fugitivos no Brasil” ganhou o Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa. No livro, resenhado pela RHBN, ele resgata histórias da resistência escrava, tendo como cenário as comunidades de fugitivos dos séculos XVII e XIX no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e principalmente Grão-Pará e Maranhão. “No Labirinto das Nações: africanos e identidades no Rio de Janeiro, século XIX”, que ele escreveu com Juliana Barreto Farias, Carlos Eugênio Líbano Soares, esmiúça detalhes de vidas esquecidas e traça um panorama diverso dos africanos no Rio de Janeiro do período.

Já Carvalho é professor da UFPE e escreveu três artigos para a RHBN. O primeiro, ainda em 2006, é sobre Insurreição Praieira de 1848, em Pernambuco “um movimento com muitas faces e significados”. Em 2008, ele escreve sobre outra revolta, a Cabanada, que juntou negros e índios em sangrentas batalhas pela terra no Nordeste pedindo, entre outras coisas, a volta de D. Pedro I. O terceiro texto, já deste ano, mostra uma seita cristã que, no Recife do século XIX, contestava a dominação dos brancos e, para temor das autoridades, ainda ensinava seus seguidores a ler.

Serviço
Lançamento de "O alufá Rufino" em Salvador
Sexta-feira, 3 de dezembro, das 18h às 21h
Livraria LDM
Rua Direita da Piedade 22 - Piedade
Telefones: 71-2101-8007 / 8000

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entre lobos e cordeiros
Entre feras e animais domésticos, o homem definiu as fronteiras da casa, da cidade e o seu próprio lugar na natureza
Cláudia Beatriz Heynemann

A ciência, os hábitos de civilidade, a industrialização e o avanço das cidades nos séculos XV a XVIII separaram a casa da natureza, os homens dos animais. Na Europa e na América, isso não aconteceu de uma hora para outra. Crenças e práticas culturais tiveram seu papel nessa transformação. Por volta dos séculos XV e XVI, acreditava-se que a natureza tinha uma finalidade: os animais e as plantas existiam para satisfazer as exigências de ordem prática, moral ou estética da vida humana. O canto dos pássaros servia para o entretenimento e as ovelhas eram criadas para nos alimentar. Na visão religiosa, esse era o universo da Criação, uma leitura cristã das ideias de Aristóteles (384- 322 a.C.), filósofo grego que sustentava que nada na natureza existe por acaso.Representada por nomes como Galileu (1564-1642) e Descartes (1596-1650), a ciência moderna rejeitou o antropocentrismo e tirou os seres humanos do seu lugar de destaque na “grande cadeia do ser”. Além disso, as viagens e descobertas, o aumento das espécies identificadas na natureza e até mesmo o advento do microscópio – que desvendou uma realidade até então invisível – aprimoraram o que já se sabia sobre os animais. Se, até então, tudo existia para atender ao homem, sentimentos e características humanas também acabavam sendo projetados nesses seres, sobretudo nos animais. E esta era a base do antropomorfismo.Circulava pelo Brasil colonial o manual francês de taxidermia – a arte de empalhar animais – O naturalista instruído, escrito pelo abade Denis Joseph Manesse (1743-1820), que atribuía personalidades aos espécimes, referindo-se às “feições” que uma boa técnica deveria preservar. Dessa forma, era possível perceber “a viveza, a doçura, a ferocidade do seu caráter...”. Essa atitude convivia com o outro lado da moeda, pois era fundamental diferenciar as pessoas dos animais em seu comportamento, como assinalou o historiador Keith Thomas sobre a Inglaterra dos séculos XVI ao XVIII. Os manuais de civilidade, que traziam normas para o bom comportamento, lembravam aos leitores que ao rir não deveriam “relinchar”, ou roer ossos como se fossem cães. Outras atitudes, como os excessos sexuais, a gula ou a própria ferocidade, eram classificadas como “bestiais” ou “animalescas”, e esses adjetivos acabavam sendo aplicados a grupos humanos. Aos pobres, mulheres, índios, ou africanos atribuía-se uma animalidade, uma vez que, ainda de acordo com Keith Thomas, “a ética da dominação humana retirava os animais da esfera de preocupação do homem. Mas também legitimava os maus-tratos àqueles que supostamente viviam uma condição animal. Nas colônias, a escravidão, com seus mercados, as marcas feitas com ferro em brasa e o trabalho de sol a sol, constituía uma das formas de tratar os homens vistos como bestiais”. (...)

fonte : http://revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3254
Séculos de relação
A história não se resume a grandes batalhas e revoluções. Fatos como a relação dos homens com os animais são fundamentais para entender a composição de ambos
Monique Cardone
A civilização dos bichos é um episódio pouco estudado para entender a história da humanidade e da própria natureza. Porém, a professora da Universidade Salgado de Oliveira, Mary Del Priore, e a pesquisadora do Arquivo Nacional, Cláudia Heynemann, debateram sobre a importância do tema. O assunto também é destaque na Revista de História da Biblioteca Nacional deste mês.
A trajetória do homem se entrelaça com a dos animais há muitos séculos. Cláudia Heynemann lembrou que no passado havia o conceito de que a natureza tinha uma finalidade em função da espécie humana. Mas aos poucos, essa concepção mudou quando começaram a atribuir sentimento aos bichos e a domesticá-los. “Segundo Darwin, o homem acelerou a marcha do meio ambiente ao intervir na sociabilidade dos animais”, ressaltou a pesquisadora.
Claudia falou de uma relação de longa data: o cão como melhor amigo do homem. Mas destacou a ambivalência do cachorro, que além de proteger e fazer companhia, também comia a carniça, atividade essencial para manter a limpeza do local.
Sobre as funções exercidas pelos bichos, a professora Mary Del Priore enfatizou que inicialmente eles eram adestrados de acordo com a estética. Depois, o que começou a ser valorizado foi a utilidade. “O melhor era aquele que servia para mais coisas, como produzir alimento, defender o lar, servir sua pele de couro e comer o lixo”, disse Mary, que ainda comparou o Brasil a uma grande fazenda no século XIX.
A professora criticou a demora dos historiadores em pesquisar sobre a trajetória dos animais, que já estava presente em relatos dos antigos viajantes. Ela contou que apenas no século XIX eles migraram para a literatura e se tornaram fontes de estudo.
A visão dos bichos como entretenimento também foi abordado pela historiadora. Segundo ela, as corridas de cavalo e as rinhas de galo, que era considerado um esporte, foram as primeiras formas de lazer no Rio de Janeiro, por exemplo. “Eram eventos que reuniam as pessoas para se divertir”, ressaltou. Positiva ou negativamente, a convivência entre homens e animais marcou a transformação da sociedade brasileira.


fonte : http://revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3275
Matar e não comer
A imagem do touro atacando o público de uma tourada teve destaque nos principais noticiários do mundo nesta semana. No mundo ocidental, maltratar animais não é uma novidade.
Rodrigo Elias

Touradas, rinhas de galo e de cães, rodeios, pesca esportiva, farra do boi... Os animais, domésticos ou não, têm servido ao divertimento dos homens. A crueldade contra os demais seres do mundo natural, entretanto, não é um novidade no ocidente.

Ao longo dos séculos, nossa postura em relação aos animais se transformou. Esta mudança revelou não apenas uma adequação a determinados padrões burgueses de comportamento, que em geral rejeitam a violência explícita ou muito próxima aos olhos, mas também um deslocamento do próprio homem na representação da natureza.

É possível perceber, desde a Antiguidade Clássica, uma reflexão de cunho moral sobre as implicações da distância. O filósofo grego Aristóteles (384 – 322 a.C.), na sua obra Retórica, ao tratar do gênero retórico aplicado à prática jurídica, afirmou que o homem só é sensível à dor daquele que lhe é próximo. Segundo o historiador italiano Carlo Ginzburg, esta noção foi retomada por diferentes pensadores na Época Moderna, em especial durante o século XVIII, caso evidente na obra do filósofo iluminista Denis Diderot (1713-1784). O que faz uma pessoa respeitar a lei e não cometer um crime não é um constrangimento genuíno, mas o medo da condenação: “o remorso talvez nasça menos do horror de si do que do medo dos outros; menos da vergonha da ação do que da censura e do castigo que se seguiriam se ela fosse descoberta”, escreveu em 1773.

Este princípio geral poderia ser aplicado a todas as épocas: alguém, estando em Lisboa ou em Paris, ao saber que um terremoto matou milhares de pessoas na longínqua China, pode se lamentar por um tempo, refletir sobre a fragilidade e a transitoriedade da vida, talvez demonstrar até mesmo alguma compaixão genuína. Mas dificilmente perderá o apetite ou deixará de cumprir algum ritual cotidiano. A distância dos cadáveres não permite que o seu odor seja sentido.

A crueldade com os animais teria alguma relação com a noção de distância. Os animais selvagens, que não convivem com os homens, são fisicamente distantes e, por isso, estão fora da nossa redoma de compaixão. Ao longo dos séculos, mesmo não sendo mais necessário para fins de subsistência em muitos dos círculos “civilizados”, a caça permaneceu como diversão, como “prática esportiva”. A rainha Elizabeth I gostava de caçar cervos no século XVI. Quando já estava com idade avançada, atirava em animais presos em um cercado. Matar pelo simples prazer de poder matar.

Já os animais fisicamente próximos ao homem, ou seja, que compartilhavam um espaço geográfico semelhante – domesticados, portanto –, podiam ser maltratados pelo fato de que estavam situados em um lugar distante do homem no que diz respeito à ordem natural do mundo. Na Criação, de acordo com a tradição legada ao ocidente moderno pelo cristianismo, o homem ocupa um lugar proeminente em relação aos demais seres – inclusive à mulher. Deste modo, estando os homens distantes dos outros animais, as implicações morais do que consideramos crueldade são absolutamente efêmeras.

Era muito comum, pelo menos até o século XVII, divertimentos envolvendo animais que, atualmente, podem fazer qualquer brutamontes corar. O açulamento de touros, ursos e outros animais na Inglaterra era uma prática corriqueira, um evento organizado por anfitriões educados ao receberem visitantes. Acorrentava-se a vítima e incitava-se cães contra ela, às vezes um a um, às vezes em conjunto. O animal, que rapidamente tinha o seu focinho, suas orelhas ou outras partes mais frágeis da sua anatomia dilaceradas, era maltratado durante horas, até o seu aniquilamento. Em algumas regiões, realizava-se uma corrida de touros. O animal, com as orelhas e a cauda arrancadas e o nariz fervendo de pimenta, era solto no meio da multidão, que tratava de piorar o seu sofrimento. Em algumas escolas, durante o carnaval, era prática comum apedrejar galos. A ave podia ser amarrada a um toco ou enterrada até o pescoço. A partir daí, as crianças a apedrejavam até a morte.

Ao longo do século XVIII, com o avanço do conhecimento do mundo por meio científico, o homem ocidental pareceu cada vez mais próximo dos demais seres da natureza. Paralelamente, a crueldade em relação aos animais passou a ser algo cada vez mais incômodo – a proximidade traz o constrangimento. Ainda em 1713, o poeta inglês Alexander Pope escrevia: “quanto mais inteiramente a criação inferior é submetida ao nosso poder, mais responsáveis nós devemos ser em relação ao seu mau uso”.

Os ingleses, assim como europeus de outros centros iluministas, passaram a ver com muita estranheza algumas práticas que permaneciam em regiões periféricas, como Portugal e Espanha. As touradas, os sangrentos festivais onde os animais são sistematicamente massacrados para delírio de uma multidão, eram vistos como resquício de práticas bárbaras – sobretudo em um momento no qual os seres vivos parecem estar muito próximos dentro da natureza.

A crueldade contra os animais passou a ser paulatinamente combatida no âmbito das legislações nacionais ao longo do século XIX. Simultaneamente, grupos de pessoas se dedicavam à proteção dos animais, formando associações ou produzindo textos que embasavam esta mudança de postura. Em 1838, o norte-americano William Hamilton Drummond publicava Os direitos dos animais, e a obrigação do homem em tratá-los com humanidade. Nesta obra, afirma que muitos homens verdadeiramente benevolentes daquele século não haviam se dado conta de que estas atitudes de condescendência deveriam ser estendidas aos outros animais. Segundo Drummond, “eles nunca foram levados a refletir sobre o fato de que muitos animais são delicadamente constituídos e sensíveis à dor como eles próprios – e que todos estes animais, assim como o homem, têm os seus direitos, aos quais é injusto e cruel violar ou infringir”.

O século XX demonstrou repetidas vezes que o homem civilizado não está livre da crueldade. Duas guerras mundiais, o extermínio sistemático de minorias étnicas, conflitos fratricidas por motivos que variam de domínio territorial a divergências religiosas têm colocado em xeque a noção de que o homem ocupa um lugar especial no reino animal. Aliás, sua superioridade parece residir na capacidade potencial de eliminar este e outros reinos.

Entretanto, algumas iniciativas ao longo do século passado dão prova de que o legado iluminista não se perdeu completamente. Somos, querendo ou não, herdeiros desta tradição que trata o homem como um ser natural, e por isso somos forçados a nos colocar lado a lado com os outros animais, sendo capazes, por isso, de perceber que sofrem, que podem sentir dor – ou seja, a distância foi reduzida.

Muitas entidades da sociedade civil, como a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), fundada em 1943, ou a People for the Ethical Treatment of Animals (Peta), organizada em 1980, trazem à tona cotidianamente a nossa relação de vizinhança com as outras espécies animais. E provam que, mesmo em tempos pouco delicados, a compaixão pelo próximo, bípede ou não, nos faz, de algum modo, humanos.



fonte :http://revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3234

sábado, 28 de agosto de 2010

História da cédula eleitoral

Uma viagem pela história da cédula eleitoral
Clique nas ilustrações do gráfico para descobrir como o voto evoluiu da cédula de papel da República Velha para o sensor biométrico que será usado nas eleições 2010



Obs.: Para acessar o infográfico, basta copiar o link abaixo na barra de endereço do seu navegador.



http://veja.abril.com.br/infograficos/historia-cedulas/index.shtml

A história do Brasil Republicano - Região Sudeste - Brasil - Notícia - VEJA.com

A história do Brasil Republicano - Região Sudeste - Brasil - Notícia - VEJA.com

sábado, 7 de agosto de 2010

Através ou por meio?

Aí pessoal, leiam está matéria da Veja e tirem algumas dúvidas em Língua Potuguesa.

Um abraço !!!
André Luiz.


Através ou por meio?

domingo, 16 de maio de 2010

infograficos para o 6º ano

As 7 mravilhas do mundo antigo :
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/maravilhas/25.htm

Jardins suspensos da babilônia :
http://cliohistoria.110mb.com/alunos/anima/babilonia.htm